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Corretor ou app? O que a nova era da distribuição de seguros muda para você

Publicado em 30 de agosto de 2026 · Grancor Corretora de Seguros

Entre 27 e 29 de agosto de 2026, o mercado brasileiro de seguros se reuniu no Rio de Janeiro para discutir uma pergunta que também interessa a quem contrata: como as pessoas vão comprar seguro daqui para a frente. App, inteligência artificial, corretor, banco, aplicativo de carro — tudo esteve na mesa. Reunimos abaixo, em linguagem simples, o que ficou desse debate e o que muda na prática para você.

O que foi o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros?

É o principal encontro nacional do mercado de corretagem de seguros, organizado pela Fenacor. A 24ª edição aconteceu de 27 a 29 de agosto de 2026, no Rio de Janeiro, com o tema "A nova era da distribuição de seguros no Brasil" e a presença de autoridades da Susep, da CNseg e das principais seguradoras do país.

O tema não foi escolhido por acaso. O setor vive uma transformação em três frentes ao mesmo tempo: mudança regulatória (com a Nova Lei de Seguros e a nova agenda da Susep), mudança tecnológica (com inteligência artificial entrando na cotação e no atendimento) e mudança de comportamento — o consumidor que hoje resolve quase tudo pelo celular.

Na abertura, o presidente da Fenacor, Armando Vergílio, apresentou o Plano Diretor do Mercado de Intermediação de Seguros (PDMIS), um conjunto de diretrizes para modernizar a intermediação e ampliar a capacitação dos corretores. Já o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, resumiu o peso econômico do tema: "Não há futuro para a economia brasileira sem pensar no futuro do seguro".

A inteligência artificial vai substituir o corretor de seguros?

A leitura predominante no setor é que não. Na abertura do Congresso, o presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergílio, afirmou que a tecnologia potencializa o trabalho humano e que, no seguro, "o sentimento humano e o cuidado do corretor continuam fundamentais". A IA tende a acelerar cotação e atendimento, não a substituir a orientação sobre cobertura e sinistro.

Vale separar duas coisas que costumam ser confundidas. A tecnologia resolve muito bem a parte repetitiva: preencher dados, comparar preços, emitir documento, avisar vencimento. O que ela ainda não resolve sozinha é a parte de julgamento: qual cobertura faz sentido para o seu uso do carro, se vale pagar franquia menor, o que fazer quando a seguradora nega um sinistro.

Nós mesmos usamos automação pesada aqui na Grancor — leitura automática de apólices, alerta de renovação, comparativo entre seguradoras. A diferença é que ela existe para liberar tempo de gente para o que importa, não para deixar você sozinho com um formulário.

Qual a diferença entre contratar seguro por app e contratar com corretor?

No app de uma seguradora você compara apenas os produtos daquela empresa e assume sozinho a escolha de coberturas. Com um corretor registrado na Susep, você recebe cotações de várias seguradoras, orientação sobre franquia e coberturas e acompanhamento na hora do sinistro — sem custo adicional, porque a comissão do corretor já está embutida no prêmio da apólice.

Na prática, a diferença aparece em três momentos:

Isso não significa que app seja ruim. Significa que ele é uma ferramenta de compra, não de assessoria — e que quem contrata por conta própria assume também a responsabilidade de ter lido as condições gerais.

Cuidado com o que não é seguro

Nessa mesma onda de "novos jeitos de contratar" circulam ofertas de associações de proteção veicular, que não são fiscalizadas pela Susep e não têm as mesmas garantias de uma apólice. A diferença entre os dois modelos está detalhada no artigo seguro auto x proteção veicular.

Por que o setor está tão focado em ampliar a distribuição?

Porque o mercado cresce, mas ainda alcança pouca gente. O setor segurador movimentou R$ 207,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo a CNseg, e a projeção da entidade é de arrecadação de cerca de R$ 808 bilhões no ano — mesmo assim, boa parte dos brasileiros segue sem qualquer cobertura de auto, vida ou residencial.

É esse descompasso que explica o tema do Congresso. Ampliar distribuição, no vocabulário do setor, significa fazer o seguro chegar a quem hoje não é abordado por ninguém: o profissional autônomo sem seguro de vida, a família que financiou a casa e nunca revisou o seguro residencial, a pequena empresa que só descobre a falta de seguro empresarial depois do incêndio.

Para você, isso tende a significar mais opções, mais canais de contratação e — se a agenda regulatória avançar como previsto — mais transparência para comparar produtos. Fizemos um resumo do que já mudou em mercado de seguros em 2026.

Como saber se um corretor de seguros é registrado na Susep?

A consulta é gratuita e pública no site da Susep: basta informar CPF, CNPJ ou o nome do corretor ou da corretora e conferir se o registro está ativo. Somente profissionais e empresas com registro ativo podem intermediar seguros no Brasil, e o sistema emite uma certidão com a situação cadastral.

É uma checagem de trinta segundos que evita muito problema. Vale fazer sempre que alguém oferecer uma cotação — inclusive conosco: a Grancor atua com registro Susep nº 201063503 e CNPJ 31.602.915/0001-09, informações que ficam no rodapé de todas as páginas deste site justamente para permitir a conferência.

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Fontes: Revista Apólice — 24º Congresso: o futuro da distribuição está nas mãos do corretor · Revista Apólice — Sem seguro não há futuro para a economia · Fenacor — 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros · CQCS — Abertura do 24º Congresso · CNseg — Mercado movimenta R$ 207,1 bilhões no semestre · CNseg — Projeção de arrecadação para 2026 · Susep — Consulta pública de corretores