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Mercado de seguros em 2026: o que já mudou e o que vem por aí

Publicado em 17 de julho de 2026 · Grancor Corretora de Seguros

O setor de seguros no Brasil está passando pela maior atualização regulatória em décadas. Reunimos aqui, em linguagem simples, o que já mudou em 2026 e o que ainda está em discussão — para você entender como isso pode afetar sua apólice.

O que é a Nova Lei de Seguros?

A Lei nº 15.040/2024 (Nova Lei de Seguros) moderniza pela primeira vez em décadas as regras dos contratos de seguro no Brasil, trazendo mais clareza sobre direitos e deveres de seguradoras e segurados. Em 2026, a Susep segue regulamentando os detalhes práticos de como ela funciona no dia a dia.

Na prática, a lei busca reduzir ambiguidades em cláusulas contratuais — um dos maiores motivos de disputa judicial entre segurados e seguradoras — e dar mais previsibilidade a prazos de pagamento de indenização. A regulamentação segue em andamento ao longo de 2026, e novidades práticas devem chegar aos poucos.

O que é o Plano de Regulação da Susep para 2026?

É o documento que organiza a agenda regulatória da Susep para o ano (Resolução nº 72/2025), com prioridades em cinco eixos: produtos, inovação, conduta de mercado, prudencial e resseguros, e relacionamento com o supervisor.

Entre os temas de maior peso está a consolidação do Sistema de Registro de Operações (SRO) e a revisão do Open Insurance — o "open banking dos seguros", que deve facilitar a portabilidade de dados entre seguradoras no futuro. Também estão em discussão ajustes nas regras de solvência das seguradoras, aproximando o Brasil de padrões internacionais como Solvência II.

Por que o seguro auto está mais caro em 2026?

O preço médio do seguro auto subiu até 10% no primeiro trimestre de 2026, puxado pelo aumento no custo de peças de reposição e mão de obra especializada para reparos. A projeção do setor é de reajuste médio entre 4% e 8% ao longo do ano.

Depois de anos de queda, o seguro auto voltou a subir: o valor médio para homens passou de R$ 2.390 em janeiro para R$ 2.636 em março, e para mulheres de R$ 2.908 para R$ 3.104 no mesmo período. O motivo não é apenas sinistralidade — é o custo de reparo, que sobe junto com a complexidade eletrônica dos carros novos.

O que isso significa para você

Em um cenário de reajustes, comparar seguradoras deixa de ser opcional e vira o principal jeito de controlar o custo da sua apólice. É exatamente o papel de uma corretora: em vez de renovar automaticamente com a mesma seguradora, cotamos seu perfil entre as parceiras e buscamos o melhor equilíbrio entre preço e cobertura no cenário atual.

Tendência para acompanhar: seguro por uso (Pay-Per-Use)

Enquanto o preço médio sobe, cresce também a oferta de modelos alternativos, como o seguro por assinatura e o pay-per-use — que cobra proporcionalmente à quilometragem rodada. Detalhamos esse modelo no guia sobre seguro auto por uso, incluindo para quem ele compensa.

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Fontes: CNseg — Nova Lei de Seguros · CNseg — Plano de Regulação Susep 2026 · Gov.br/Susep · SEGS — Alta do seguro auto em 2026