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Só 17% das casas e 29% dos carros têm seguro no Brasil: o que revela o estudo da CNseg

Publicado em 20 de julho de 2026 · Grancor Corretora de Seguros

Um levantamento inédito da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), divulgado em julho de 2026, traçou pela primeira vez o retrato do consumidor pessoa física de seguros no Brasil. O resultado expõe um contraste importante: enquanto o setor cresce e movimenta bilhões, a maior parte das famílias segue sem proteção patrimonial. Reunimos aqui os números que importam e o que eles significam para você.

Quantos brasileiros têm seguro?

Segundo o estudo da CNseg, apenas 17% das residências brasileiras têm seguro residencial e cerca de 29% da frota de veículos está segurada. Dos aproximadamente 63,3 milhões de automóveis do país, só cerca de 18 milhões contam com apólice.

Em outras palavras, mais de 8 em cada 10 casas e 7 em cada 10 carros estão totalmente expostos a roubo, incêndio, colisão ou desastres naturais. É o que a CNseg chama de "gap de proteção": uma lacuna enorme entre o patrimônio das famílias e a proteção que elas de fato contratam. E não é por falta de mercado — é falta de acesso e de informação.

Quem é o consumidor de seguros no Brasil hoje?

A proteção ainda se concentra na classe média, no Sudeste e em adultos economicamente ativos. No seguro auto, 41% dos segurados são da classe C e 55% têm entre 36 e 55 anos; o Sudeste concentra 53% dos clientes. No residencial, o público é mais velho: 24% têm entre 56 e 65 anos.

O levantamento, elaborado pela Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg com dados de seguradoras que representam cerca de 56% do mercado analisado, mostra perfis diferentes por produto. No seguro auto, além da predominância da classe C (41%), aparecem a classe B (24%) e a classe D (23%), com leve maioria masculina (51% homens contra 42% mulheres). No seguro residencial, a renda é mais distribuída e o público, mais maduro. Regionalmente, o Sudeste lidera nos dois produtos (53% no auto e 56% no residencial), enquanto o Norte tem a menor participação do país.

Por que a maioria das famílias ainda está sem seguro?

A CNseg atribui o baixo índice a três fatores: percepção de que seguro é caro, falta de hábito de contratação e pouca informação sobre o que as coberturas realmente incluem. Mesmo regiões muito afetadas por eventos climáticos, como o Sul, ainda têm baixa cobertura residencial.

Segundo Alexandre Leal, diretor técnico da CNseg, o gap de proteção é ao mesmo tempo um desafio econômico e uma oportunidade: "Quando observamos que apenas 17% das residências brasileiras possuem seguro e que menos de um terço da frota está protegida, fica evidente que existe um espaço importante de vulnerabilidade patrimonial das famílias". Ele destaca que o setor tem desenvolvido produtos mais simples, acessíveis e digitais, voltados especialmente à classe C — que já aparece como protagonista nos seguros auto e residencial.

Vale a pena fazer seguro mesmo com o orçamento apertado?

Sim. O próprio estudo aponta a classe C como protagonista dos seguros auto e residencial, e o mercado tem criado produtos mais simples e acessíveis. Um seguro residencial básico costuma custar poucos reais por mês — valor muito inferior ao prejuízo de um roubo, incêndio ou enchente sem cobertura.

A conta é direta: o custo mensal de uma apólice residencial ou de vida é uma fração do que uma família gasta para repor o patrimônio perdido em um sinistro. Vale o mesmo raciocínio para o seguro de vida, ainda ausente na vida de 8 em cada 10 adultos brasileiros. O papel de uma corretora é justamente encaixar a proteção no seu orçamento: em vez de você aceitar o primeiro preço, comparamos seguradoras e coberturas para achar o melhor equilíbrio entre custo e proteção para o seu perfil.

O que isso significa para você

Baixa cobertura não é sinal de que seguro "não é para você" — é sinal de que a maioria das pessoas ainda não recebeu uma proposta que caiba no bolso. Se você está entre os mais de 80% de famílias sem proteção residencial, uma cotação gratuita é o jeito mais barato de descobrir quanto custaria fechar essa lacuna no seu caso.

O que os eventos climáticos têm a ver com a baixa cobertura?

Enchentes, tempestades e granizo estão mais frequentes e caros, mas grande parte das casas segue sem proteção. A CNseg projeta alta de 12,3% nos seguros habitacionais em 2026, sinal de que a população começou a reagir — ainda que a cobertura permaneça baixa nas áreas de maior risco.

O paradoxo apontado pelo estudo é que até o Sul, região castigada por eventos climáticos extremos nos últimos anos, mantém baixa cobertura residencial. Para 2026, a CNseg projeta arrecadação de R$ 808,5 bilhões para o setor, alta de 5,8%, com destaque para os seguros habitacionais (+12,3%) e o auto (+7,8%). É um movimento de conscientização em curso, mas ainda distante de proteger a maioria das famílias. Para entender o cenário regulatório e de preços por trás desses números, veja também nosso resumo sobre o mercado de seguros em 2026.

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Fontes: CQCS/CNseg — Levantamento inédito do consumidor de seguros · InfoMoney — Classe média lidera contratação de seguros · Revista Apólice — Baixa cobertura de seguros no Brasil · CNseg — Projeção do setor para 2026